trakt.tv

Mostrando postagens com marcador Filmes. Mostrar todas as postagens

Transformers O Lado Oculto da Lua

Poster Transformers 3Não é fácil dizer o que estou sentido depois de sair de uma sessão cheio de fãs da trilogia dos robôs. Houve aplausos, muitas risadas e muitos comentários positivos. Esse foi o filme que fecha esta minha querida trilogia do robôs pilotados por Michael Bay. Eu curti muito cada minuto e me pegava boquiaberto algumas vezes com tamanha grandiosidade de certas cenas.

Neste terceiro, a história mostra estar seguindo sempre adiante sem as curvas e falta de noção que marcaram presença no filme anterior. Durante a projeção, em 3D (Real 3D), senti falta de uma versão estendida já que algumas vezes há cortes em cenas para explicar leves detalhes que são explicados com diálogos. Falando no 3D (AH! O 3D!), foi notável a competência na captura, e algumas conversões, no 3D durante TODO o filme. Como eu sempre falo, 3D não é apenas objetos saltando em sua direção, mas criar um aspecto de janela, invés de uma simples tela de projeção.

Para quem já me ouviu falando sobre o filme, percebeu que sempre falo da dublagem e como uma dublagem bem feita pode fazer a diferença. Neste não foi diferente. Quem optou pela versão adaptada ao nosso português não vai se arrepender. Com o mesmo elenco nos filmes anteriores, é um trabalho muito caprichado e lembrando que a dublagem do primeiro filme foi elogiada até pelo diretor Michael Bay.

Não tem como deixar passar a nova estrela, Rosie Huntington-Whiteley. Escolhida para substituir Megan Fox, ela não deixa a desejar. Muito pelo contrário. Em sua primeira cena ela já aparece de calcinha e uma camisa social apenas deixando as pernocas à mostra. Durante o filme percebe-se o empenho dela nas corridas e caras e bocas quando em diálogos com Shia. Aliás, achei que os dois se deram muito bem.

Para quem não anda por dentro das notícias e quer evitar spoiler, melhor pular este parágrafo.

Sobre a história, temos Shockwave e o humano Dylan (Patrick Dempsey) como os vilões. Sam (Shia) agora acompanhado de Carly (Rosie) vão ajudar os autobots e os militares a impedir Megatron de trazer Cybertron para a terra através de um portal dimensional. Mais detalhes podem estragar a experiência no cinema. O que vale é que a história agora tem seu próprio rumo e sem absurdos. Alguém lembra do céu dos Primes? E a tala mágica na mão do Sam depois da queda no deserto? Dessa vez não teria desculpas para não caprichar e entregar mais um filme digno de Transformers e Michael Bay não deceptiona (sacou o trocadilho?).

Dentre as críticas já publicadas por diversos sites, a maioria tende para positivas. Para aproveitar tudo o que o terceiro e último filme dos robôs, é altamente recomendado ser visto em 3D, já que a projeção é digital e utiliza o Real 3D que é com óculos mais leves e sem perda de qualidade por isso. Ainda tem pré-estreias rolando nesta quinta (30/06) e a estreia acontece nesta sexta 01 de julho em 3D Digital e 2D. Quem tiver cinema com sistema de áudio THX vai se surprender ainda mais com o áudio. Eu ainda assistirei pelo menos mais 3 vezes.

 

Trailer dublado

Trailer (Versão Exagerada)

 

Agradecimentos da Hasbro e ILM ao diretor Michael Bay

HasbroILM

Clips

Sam e a Diretora Mearing

Eu Sou o Número Quatro

Eu Sou o Número Quatro reúne uma dupla que admiro muito. O primeiro é D.J. Caruso, responsável pelos thrillers Paranóia e Controle Absoluto. Depois tem Michael Bay, diretor de Transformers e produtor de diversos filmes de terror e suspense como Sexta-Feira 13 e O Massacre da Serra Elétrica. Ao ver estes dois nomes num único trailer, corri para o cinema aproveitando que iria ao shopping para rever os amigos.

Uma sessão estranhamente vazia para um dia de promoção nos cinemas, porém com uma chuva muito forte que caiu por aqui durante a tarde, o filme me pegou de surpresa. Depois de assistir o teaser trailer e ver algumas cenas de ação, eu pensei que seria apenas mais um Jumper da vida. Para quem não se lembra: Jumper foi dirigido por Doug Liman e conta a história de um jovem com o poder de teletransportar, ou simplesmente saltar, e que está sendo caçado por paladinos de não sei de onde. Eu Sou o Número Quatro é uma evolução disso.

Eu Sou o Número Quatro mostra a luta pela sobrevivência de “John Smith” (que quase significa “fulano de tal”, vide Piratas do Caribe A Maldição do Pérola Negra quando Jack Sparrow chega ao cais no início do filme e quando questionado por seu nome ele simplesmente dá algumas moedas ao “flanelinha” do cais, que responde “Bem vindo, Sr. Smith”), interpretado por Alex Pettyfer, que é caçado pelos Mogadorian que mataram o número 3 logo no início do filme. Isso acaba forçando John a trocar novamente de cidade com seu guardião interpretado por Timothy Olyphant. Ao chegar na cidade Paradise, ele volta a estudar e encontra o nerd à procura do pai abduzido, Sam (Callan McAuliffe), a amor da sua vida, Sarah (Dianna Agron) e o carinha popular, Mark (Callan McAuliffe), que é o ex-namorado obsessivo de Sarah. À essa altura, John já tem os aliens maus atrás e ainda uma loira de moto que em certas tomadas lembra Megan Fox em Transformers.

Tecnicamente o filme manda bem nos efeito visuais e, principalmente, nas cenas de ação já que o principal lida com seus poderes em diversos momentos durante cenas de movimentação. A fotografia de Guillermo Navarro (diretor de fotografia nos filmes de Guillermo del Toro) é notável principalmente em cenas passadas à noite. Como não posso deixar passar em branco, D.J. Caruso tem uma direção envolvente com jogo de câmera rápidas, mas não o tempo todo móveis como Michael Bay geralmente utiliza. O elenco agrada (sacou o trocadilho? ;D) e legal ver o casalzinho formado por Alex Pettyfer e Dianna Agron em cenas de amor adolescente com aquela cara “in love”. O novato (pelo menos pra mim) Callan McAuliffe faz um nerd sem amigos e sendo vítima constante de brincadeira tornando o personagem bem carismático após o início da amizade com o Número 4 quando ele quer ser um guerreiro para impressionar as meninas.

No geral, Eu Sou o Número Quatro agrada bastante com uma equipe muito bacana, roteiro adaptado da obra de Pittacus Lore e grandes cenas de ação com efeitos visuais de nível. Com a demora de dois meses em relação à estreia nos EUA (2 de fevereiro), o longa custou aproximadamente $60 milhões e arrecadou apenas $54 milhões apenas no EUA, totalizando $128 milhões pelo mundo. Mesmo com um lucro pequeno, mas com reações positivas diante de boa parte das críticas, há chances de sequência vindo por aí e quem sabe mais uma franquia baseada em obras escritas.

 

 

Besouro

image

Tudo bem que nada é o que parece, mas Besouro chega a ser bem mais que um simples filme sobre capoeira. Heim? Pois é isso mesmo. Besouro é a mais nova obra do cinema nacional com toques culturais do solo Brasileiro e visual bacana lembrando filmes da gringolândia.

No ano de 1924 no Recôncavo baiano, um jovem menino aprende capoeira com o mestre. A partir daí, ele cresce e se torna o protetor do mestre que já é um velhinho barbudo e caçado pelo coronel por causa da capoeira. Até que um dia, Besouro está treinando e se achando o tal e o velho mestre é morto pelos capangas do coronel e, antes de morrer de vez, o velho diz que é para Besouro continuar seu legado e foi por isso que o treinou. Tanto blá blá blá e um pouco de sono depois, Besouro é um filme sobre capoeira, racismo e “O Tigre e o Negão”.

Apesar dos pesares e das atuações lastimáveis, o filme surpreende pelos efeitos bem feitinhos e desgosta por inserir um triângulo amoroso meia-boca e só pra dar um tcham na história fraca de vingança que se desenrola de modo lento e enrolado. O filme passa seus minutos com boa fotografia, direção e alguns personagens legais como o capanga racista do coronel que manda várias pérolas sobre negros que arrancam risos dos espectadores. O Besouro que é bom, nada. Ao contrário do que parece, o Besouro do filme vira um mero coadjuvante pensador que passa o filme todo pensando (!) e fazendo caras e bocas.

Mesmo com tantos altos e baixos, o filme acaba sendo um prato cheio para os amantes da capoeira com cenas de luta (dança?) em várias rodas durante a exibição e o final deixa um gancho para um possível segundo filme. Será? El Besourinho. Eu até que gostaria. =D

http://www.besouroofilme.com.br

Planeta Terror

Os filmes de Robert Rodriguez são legais. Pelo menos até aparecer Sin City e Planeta Terror que são super legais.

Grindhouse é a exibição de dois filmes numa única sessão. Isso no século passado, e querendo reinventar, Robert Rodriguez se juntou a Quentin Tarantino para voltar no tempo com as sessões Grindhouse. Planeta Terror e À Prova de Morte fazem uma combinação bem estranha, já que o primeiro é, como eu já disse, super legal e outro é chato de dar sono. Muito sangue, balas e rolos de filme perdidos fazem de Planeta Terror um entretenimento de primeira.

Arraste-me Para o Inferno

Nada de aranhas ou teias, e muito menos Nova York. Tudo acontece em Los Angeles e é lá que Sam Raimi faz um filme de terror que assusta pra valer e constrói uma trama de ambição e maldição com Alisson Lohman como protagonista.

Christine Brown almeja uma promoção no banco onde trabalha e acaba negando uma renovação de empréstimo para uma velhinha nojenta que está prestes a perder a casa. É nessa hora que a Sra. Ganush joga uma maldição nela para que seja atormentada por 3 (longos) dias e no último ela será arrastada para o inferno por Lâmia, um demônio.

Depois de assistir aos três filmes da trilogia, putaquepariumente sensacionais, Evil Dead, vi que Sam Raimi não é apenas um diretor de filmes caros. Diferente dos milhões de dólares e centenas de tomadas com efeitos especiais de Homem-Aranha, aqui Sam Raimi volta às origens fazendo um terrorzão para fã nenhum do gênero botar defeito.

Semana especial de Terror

image

Eu nunca tinha feito um especial sobre um gênero na vida. Digo “especial” e “vida” para mim mesmo. Tô encarando essa semana com muito medo e travesseiro na cara antes de dormir #NOT

Quando o cinema daqui resolveu voltar com a promoção “Segunda Mania” na qual a meia entrada do cinema custa singelos R$3, resolvi começar a semana com o pé direito e fui ver Arraste-me Para o Inferno. Fazia tempo que não assistia um legítimo filme de terror no cinema. O  som muito mais potente que o HT daqui de casa aumenta a chance de sustos e pra piorar havia umas… adolencentes numas poltronas ao meu lado que gritavam, mas era aquele grito fino e realmente alto bem no pé do meu ouvido.

Depois dessa sessão, resolvi passar a semana assistindo uns filminhos de terror que eu tenho por aqui:

Segunda-feira
Arraste-me para o inferno

Terça-feira
Planeta Terror

Quarta-feira
Poltergeist
Resident Evil Apocalypse

Quinta-feira
Diário dos Mortos

Sexta-feira
Jogos Mortais V

Espero terminar vivo e curtir o final de semana xD

Sugestões são sempre bem vindas.

Dia dos Namorados Macabro

Dia dos Namorados Macabro 3D Terror, sangue, um assassino com um passado obscuro, sexo e tudo isso junto numa história besta. Mesmo com um pouco de cada um desses elementos em Dia dos Namorados Macabro, o longa ainda fica na mesmisse e falha em todos os aspectos… e o 3D?

Vamos falar sério: o diretor Patrick Lussier já tentou fazer um filme de suspense com pontas “sobrenaturais” em Luzes do Além, sequencia de Vozes do Além de 2005 com Michael Keaton. Como diriam no Twitter: #Fail. Agora ele tenta fazer um suspense com pontas “psiquiátricas” que é refilmagem do filme homônimo de 1981 do qual não compararei pois não assisti até o momento.

Jensen Ackles (o Dean da série Supernatural) é Tom Hanniger. Durante a comemoração do dia dos namorados numa mina - que é praticamente o único ponto de encontros de uma cidadezinha chamada Harmony – 22 pessoas foram mortas por um assassino vestido de minerador e armado com uma picareta, e os 4 sobreviventes, incluindo Tom, viveram tentando esquecer este triste fato. Dez anos depois, Tom retorna à cidade e reencontra os sobreviventes e o assassino reaparece e uma nova onda de mortes sangrentas começa e o principal suspeito é Tom.

Muito blá blá blá e tudo agarrado em apenas um fiozinho de história. Na versão 2D que assisti apresentada num fullscreen medronho, o filme fica ainda mais ruim (se é que isso é possível). Talvez na versão 3D fosse bom se divertir com olhos, sangue e tripas voando na sua direção. Aliás, esse foi realmente o único propósito da produção: fazer mais um filme para entrar na onda do glamuroso 3D Digital, a onda do momento.

A fotografia segue a escuridão da franquia Jogos Mortais e peca ainda mais pelo fato do filme se passar, em sua maior parte, à noite. O roteiro não agrada e o ritmo desacelera para contar a história malevolenta (oi?) do assassino que só enche linguiça. Quando tenta se segurar em perseguições do assassino a suas pobres vítimas, o filme pausa para mais blá blá blá dramático entre o casal, que discute a relação e expõe o ciúme interior para causar sono com um texto mais besta que roteiro de Teletubbies. Eu sempre gosto de um filme de suspense para passar o tempo mas esse foi tempo perdido. Quem sabe tenho mais sorte no próximo.

 

Como eu falei, a cidade do filme é Harmony e a PlayArte não deixou passar em branco e mandou a tradução, digamos… literal da coisa. Eis o resultado.

harmony...oi

Lembrando de Dia dos Namorados Macabro está disponível em DVD nas versões 2D e 3D.

DragonBall Evolution

top_dragonball

Quando eu tinha lá meus 12 anos, fui apresentado a um menino muito poderoso e que tinha cauda de macaco. Era o Goku. Não cheguei a ver muito do Dragon Ball original. O primeiro que assisti completo foi o Dragon Ball Z na fase de Bu. Era um Goku adulto, já casado com Chi Chi e tinha dois filhos, Gohan e Goten. Isso no anime.

 

No caso do longa live-action chamado DragonBall (tudo junto) Evolution, temos um Goku adolescente, com hormônios explodindo. É nessa fase de colegial que acontece os típicos problemas com os caras que se acham maiorais e dão em cima das mocinhas. Tudo começa com o treinamento de Goku pelo seu avô Gohan. Dividindo seu tempo entre o treinamento e a escola, é lá que encontra a bela Chi Chi. Eles se dão bem até que ele precisa encontrar o mestre Kame quando seu local de treinamento é atacado e Gohan é morto, mas antes ele é informado que Piccolo quer juntar as esferas do Dragão. Este é o ponto de partida de DragonBall. Nada muito diferente do que vemos em muito filme por aí, mas que não tem esferas do Dragão no roteiro.

 

Na versão dublada podemos conferir o Goku com a voz de Wendell Bezerra. Sim, ele quem dubla o Goku adulto nas sagas exibidas no Brasil. Aliás, ainda não vi uma sala por aqui exibindo a versão legendada. Acho que por ser mais conhecido na versão dublada, a Fox optou pela dublagem para tentar deixar o filme mais... agradável?

 

A interpretação de Justin Chatwin (Goku) deixa muito a desejar. Não só ele, o filme em si não faz jus à série Dragon Ball. Com pouca grana, o resultado não podia ser o que todo fã espera: poderes, lutas, perseguições pelos céus... Tudo o que o grandioso mundo de Dragon Ball tem mas que o diretor James Wong deixou passar. Mas mesmo sendo um filme que peca em muitos aspectos, é possível se divertir com as tiradas dos personagens ou rindo dos efeitos visuais.

Crepúsculo

top_twilight 

 

Eu não tinha resolvido se postava algo ou não sobre Crepúsculo, filme baseado no romance homônimo (e de estréia) de Stephenie Meyer. Não sei se foi porque não gostei e me decepcionei ou porque realmente não me agradou ao ponto que eu queria e me empolgasse para tal.

 

De fato, Crepúsculo ficou como um filme de efeitos fracos e atuações deprimentes. Fiel, sim, mas não necessariamente bom como o livro. Para quem acompanhou meu twitter enquanto desabafava sobre o filme para o @Cinefilos depois de ter visto um post dele, percebeu certos fatos:

- Não gostei das atuações. Ficaram forçadas demais para chegar o mais próximo possível do livro. Perderam a naturalidade.

- O ritmo quase frenético da evolução da história atrapalhou o romance entre um vampiro e uma mortal, que é o fato principal do filme. No livro, os diálogos entre eles são demorados e cheios de detalhes de suas vidas. No filme, eles trocam uma frase ou outra. Só quem teve espaço suficiente para contar sua vida foi o vampiro Edward. Isso, porque os expectadores tinham que saber da história.

- Destaque do filme só Charlie, o pai de Bella. Fizeram dele o ponto cômico da história para não ficar muito séria. Suas ações conseguiram arrancar muitas gargalhadas.

 

Bom, contar uma história de amor entre um vampiro e uma mortal, foi um prato cheio para o primeiro livro da escritora Stephenie Meyer. Ele sabe lidar com o negócio. A personagem depressiva e completamente sem vida que encontra a saída disso tudo quando encontra o amor. Ao apaixonar-se por um vampiro, ela começar a saber tudo desse mundo através dele, e sem nenhum medo. Como quando Edward a convida para ir conhecer sua família passando uma tarde em sua casa, a reação dela é se preocupar com o que acharão dela e não de que poderiam mordê-la.

 

Eu realmente tentei gostar do filme mas depois de ter passado 5 dias para ler o livro e vê-lo sendo resumido em apenas duas horas… Sei lá. Realmente não gostei. Espero ter gostado se deixasse para ler o livro logo depois. Como filme, Crepúsculo funciona. Como adaptação, realmente não sei. Talvez de trocassem o ator e atriz que fazem o casal principal... Quem sabe?

 

Antes que termine, gostaria de comentar sobre o modo como o filme está sendo vendido. O filme é do gênero romance! R-O-M-A-N-C-E! Coisa que só descobrir depois de ler alguns capítulos e descobrir estar gostando do livro. Não porque seja em maior parte romance e sobrenatural, mas por não ser épico. Cansei de Eragon, Senhor dos Anéis e Crônicas de Nárnia. Chega de limpar a bunda com folha de bananeira e dormir em volta de fogueiras. (!) Voltando ao assunto do gênero. Cheguei ao cinema e peguei o folheto com os horários e sinopses dos filmes em cartaz. A sinopse de Crepúsculo começava assim: “É um filme de terror (…)”. Eu fiquei um tempinho parado tentando processar aquela frase. Não tem uma cena sequer de terror. O máximo tem um certo suspense no terceiro ato. Será que só por ter a palavra “vampiro”, o povo já conecta com “terror”?

 

13º Andar

Botched

 

Eu pensei que já tinha visto de tudo, acabei descobrindo um novo tipo de filme: Comédia/Horror. Sério. Tudo começou quando fui ver 13º Andar (Botched)…

 

Meu dia estava muito bom, até que resolvi botar aquele DVD… Tudo começa com um simples roubo que dá errado. O velho ameaça o cara e ele tem que fazer outro roubo num prédio em Moscou. Até aí tudo bem. O cara vai lá com os comparças e o elevador já dá uma dica: ele não mostra o andar 13 no visor. O roubo é feito na cobertura e na volta o elevador empanca no 13º andar, esse mesmo, o mardito título. Aí é que a coisa fica “feia”. Todos que estavam no elevador ficam presos neste andar e é aqui que acontece todo o resto do filme.

 

Tudo bem, o filme tem uma historia simples mas que podia ter dado certo se não fosse o desfecho bizarro que os roteiristas impõem. Os personagens são os mais banais possíveis, como uma velha “religiosa” que quer levar o maior número de seguidores para o seu lado, nosso casal de heróis, o ex-militar que é maníaco por “aventura”, um medroso e um assassino dançarino de balé que finge se apresentar num palco para uma platéia imensa enquanto caça sua vítima. Poderia ser um elenco normal se não fosse o último elemento citado.

 

Além disso, outro fator que não deu certo de jeito nenhum foi a trilha sonora que é feita como se fosse para um filme de circo (!) ou mesmo para uma cena em que palhaços se apresentam para a molecada. Como produtores jogam tanto dinheiro fora para fazer um filme desses? Claro que o filme não é para ser levado a sério. Pelo menos eu espero isso. Eu só queria ver um filme de suspense e me deparei com um estilo gore misturado com uma comédia ridícula que não quer tentar fazer rir mas que está presente para fazer não sei o quê. Eu ri de tão ridículas que eram tais situações da metade para o fim. Só prestar atenção ao rato que rouba a cabeça decepada.

 

Quem sai ganhando nesse filme são os atores que faturaram uma graninha para a feira e a equipe de derramou tanto sangue por todo aquele andar. Legal, né? Próximo!

 

High School Musical 3: Ano da Formatura

image

 

1, 2 e... 3. Foi outro dia que vi que High School Musical ia ser exibido na Globo. Não quis ver, afinal, era só um musical. Depois disso só via HSM pra cá e HSM pra lá. Que é isso afinal?!

 

Assim que assisti o musical Hairspray no começo do ano, os musicais ganharam um olhar diferente. De lá pra cá me aventurei a assistir Mamma Mia e os outros dois HSM só pra saber por que era tão cobiçado entre a criançada. O resultado foi bem satisfatório de uma coisa que pensei não dar em nada. É um musical feito principalmente para crianças e por quem entende de crianças. Não, não é a Xuxa, é da Disney mesmo. Disney, Walt Disney.

 

Neste terceiro filme, o tema passa a ser o Ano de Formatura. Seria o final da franquia HSM se não fosse o quanto a Disney já lucrou com as aventuras da galerinha do East High (o colégio do filme). Depois de dois filmes estudando e tirando férias, agora é hora de preparar a festa de formatura com direito a diploma. Claro que é criado mais um musical para dar fundo a grande parte das canções.

 

Ainda na direção é Kenny Ortega. Ele assina o cargo desde o primeiro filme feito para televisão, coisa que também aconteceu com o segundo. O diretor é o mesmo, o elenco é o mesmo, a história é a mesma e as músicas são inéditas. Desde o primeiro filme que a história é praticamente a mesma: Sharpay (Ashley Tisdale) e seu irmão Ryan (Lucas Grabeel) aprontam de tudo para deixar o casal Troy (Zac Efron) e Gabriella (Vanessa Hudgens) de fora dos musicais para que eles possam ser as estrelas e conseguirem a tão sonhada fama.

 

Apesar de usar a mesma fórmula de seus anteriores, High School Musical 3: Ano da Formatura é um entretenimento de primeira para a criançada que curtiu os outros dois filmes e aos pais que forem levar seus filhos ao cinema.

 

Espelhos do Medo

image

 

Não adianta. Assim como Hugh Jackman será o eterno Wolverine, Kiefer Sutherland será Jack Bauer eternamente. Desde que estreiou na série 24 Horas, Kiefer fez agente em O Sentinela e agora um ex-policial em Espelhos do Medo.

 

Espelhos do Medo é baseado numa história coreana, ou seja, mas uma produto americano com origem oriental, ou seja, mais um filme ruim. Tenho que discordar aqui. Usar essa lógica virou moda, mas é a pura verdade: os remakes americanos de obras orientais estão saindo cada vez piores. Espelhos do Medo eu achei uma exceção. Não que seja um filme bom, mas esse conseguiu me assustar, coisa que Uma Chamada Perdida, Imagens do Além e alguns outros não conseguiram. Claro que os créditos vão para o diretor de A Viagem Maldita, Alexander Aja. Ele conseguiu mais uma vez provar que é um diretor bacana e que pode ser responsável.

 

A história é das mais simples possíveis: Benjamin Carson é ex-policial vai trabalhar num local onde ocorreu um incêndio e é cheio de espelhos. Bom, aí coisas começam a acontecer e quando ele tenta explicar, ninguém acredita até que... bom, aí dá pra tirar conclusões.

 

Quando falei anteriormente que os créditos são do diretor, também inclui edição bem bolada, crianças bem dirigidas e (principalmente!) a trilha sonora que arrepia. Muitos “BUU!” e sangue fazem aparições constantes no filme. Esses elementos se unem à atuação à La Jack Bauer de Kiefer Sutherland e a terrível e tão comentada cena da mandíbula na qual Angela (Amy Smart), irmã caçula de Ben, tem uma morte bem sofrida.

Eu fui já meio tenso assistir ao filme e saí de lá meio “abalado” com o final. Nada muito sério, mas que passou a perna em O Exorcista (assistam, porque não passo daqui).

 

No fim, o filme termina sendo um filme de terror/horror que pode agradar aos fãs do gênero ou irritar pela simplicidade e clichês da história. Eu recomendaria a quem quiser levar uns sustinhos só para sair da rotina, Só isso.

 

A Casa das Coelhinhas

the-house-bunny

 

O ano é 2002. Eu alugo um VHS de título estranho Todo Mundo em Pânico. Motivo: Eu sou fã da trilogia Pânico até hoje e torço por um quarto filme. Coloco o VHS no vídeo e vejo o filme. Muita put*ria depois, os créditos. Quem é Anna Faris?

 

Foi nesse momento que descobri Anna Faris e seu talento para o humor “inocente”. Depois desse, viram ainda mais 3 da linha Todo Mundo em Pânico, algumas outras comédias e mais alguns outros que não cheguei a assistir. Ela realmente tem talento.

 

A Casa das Coelhinhas é mais um filme para jovens que trata da amizade com muito bom humor e a inocente personagem de Anna Faris, a coelhinha Shelley. A história é muito simples: Shelley é expulsa da mansão da Playboy e encontra uma república feminina só de fracassadas e que se não conseguir mais 30 membros será fechada. Shelley então usará todos seus dotes sexys dar um trato nas meninas da republica e, assim, conseguir os 30 membros que precisam.

 

Da roteirista de Legalmente Loira e produzido por Adam Sandler, A Casa das Coelhinhas consegue agradar pela sutileza e simplicidade das suas piadas “introduzidas” nos locais (momentos) certos. O elenco é bem interessante. Pegaram atrizes jovens e as transformaram numas feiosas cheias de bugigangas e muita maquiagem. Uma das caras que reconheci é Kat Dennings, a enteada histérica Steve Carell, que queria transar com o namorado em O Virgem de 40 Anos. Outra é a Jules de SuperBad – É Hoje, Emma Stone. Sem contar Colin Hanks, o filho de Tom Hanks que nunca tinha visto atuando e não me surpreendi, não foi tão ruim, mas também não agradou 100%.

 

Apesar de quase não ter sido realizado, A Casa das Coelhinhas é um filme que diverte e faz rir até quando tenta emocionar. Recomendo para quem gosta de comédia mas, mesmo tenho um casal que se separa e tal, não é comédia romântica. Arrisco até dizer que é a versão 2008 de Superbad – É Hoje.

 

Treinando o Papai

image

 

Não lembro quando vi uma comédia sobre pai e filha. Muito menos uma com Dwayne Johnson (a.k.a. The Rock) como protagonista. Quando olhei para o pôster de Treinando o Papai (The Game Plan, 2007) no cinema antes de sua estréia, pensei: Depois de muitos filmes de ação, já estava na hora de pegar leve. E é realmente isso que acontece aqui.

 

Treinando o Papai tem uma premissa simples. Basicamente conta a história de um jogador de futebol americano conhecido por seu egoísmo nas jogadas e por se achar O cara. Ele recebe uma visita inesperada: sua filha de 8 anos que teve com uma antiga namorada mas ele não sabia porque terminaram antes que soubesse que ela estava grávida. Com a chegada de sua filha, ele vai aprender algumas lições sobre ser pai e a importância de pessoas na sua vida.

 

O filme tem sua comédia centrada nas diferenças dele com sua filha e nas chantagens que ela faz para não comprometer a carreira do pai. Claro que, com o tempo, um aprende a gostar do outro, compartilhar momentos e tudo o que um pai e filha fazem como ir ao shopping com as amigas da filha, aturar suas estripulias e até ir assistir às aulas de balé da guria. Claro o que filme tem aqueles elementos que não podem faltar: amigos do cara que divertem como coadjuvantes, a professora por quem ele passa a gostar, o cachorro legal e aquela empresária que quer faturar à custa do jogador.

 

Juntando todos esses elementos com a meiguice da jovem atriz Madison Pettis e a beleza latina de Roselyn Sanchez (A Hora do Rush 3 e da série Without a Trace), o filme é, com certeza, uma das melhores comédias “família” do ano (mesmo sendo de 2007). Quem dirige o longa é Andy Fickman. Ele também esteve neste cargo em Ela é o Cara e traz sua visão de comédia para um ambiente que não está cheio de adolescentes mas, sim, crianças. Como toda comédia da Disney, é bem leve, divertida e tem a cara da empresa do Mickey.

 

Ainda sobre o filme, o DVD vem recheado de extras como Making Of (Planejando o filme), erros de gravação apresentados pelo narrador dos jogos do filme, cenas inéditas e uma matérias sobre o personagem Joe Kingman (Dwayne Johnson). Como todo Disney DVD (Filme, Magia e Diversão =P), os menus são super interativos e em “Próximos Lançamentos” tem muitas novidades.

 

Missão Babilônia

top_babylonAD 

Bons tempos que Rob Cohen dirigia filmes bons e Vin Diesel interpretava personagens de modo que dava para acreditar que aquilo poderia existir, que era palpável. Desde Velozes e Furiosos e Triplo X, ambos de Rob Cohen, Vin Diesel se tornou um nome de herói de ação. Mas quando a fama chegou no topo, ele (como tantos outros) começam a escolher projetos que são apenas um negócio chamado filme comercial.

 

O diretor francês Mathieu Kassovitz (Na Companhia do Medo) faz seu trabalho, muito bem feito. O problema é que tem aquele lance dos estúdios meterem o dedo aqui e ali e o resultado do que poderia ser bem melhor, acaba indo por água abaixo. Estúdios e produtores que bancam o projeto têm direito de dar sua opinião, trocar aquilo que não ficou bom, afinal é o dinheiro deles! O diretor que se dane e obedeça se não quiser ser substituído. Foi isso que fez Missão Babilônia virar um filme com roteiro meia-boca e cenas de ação bem feitas. O resultado, nem o diretor gostou.

 

Vin Diesel é Toorop, um “terrorista” que é convocado para levar Aurora, uma mocinha que morava num convento e é dotada de alguns sentidos a mais e a Irmã Rebeka, a fiel escudeira de Aurora, para Nova Iorque.

 

A história é básica e cheia de clichês. Frases que soam falsas na boca do elenco relativamente fraco. A francesa Mélanie Thierry já fez muitos filmes pelo país dos quais não vi nenhum. Ela é meiga assim como sua personagem que chegou a me irritar algumas vezes com suas reações meio exagerada. Nada que me fizesse sair da sala. Uma das razões que me levaram a ver Missão Babilônia é a malasiana Michelle Yeoh (A Múmia: A Tumba do Imperador Dragão), que faz a escudeira de Aurora. Ela ajuda Toorop a dar um pau na galera que ousa chegar perto da sua protegida.

 

Bom, não há nada de novo aqui e tudo parece já ter sido visto em outros filmes.

 

Controle Absoluto

eagleeye_top 

 

Pode conter informações sobre o filme que possam, de alguma maneira,  estragar a surpresa do final. Caso ainda não tem visto o filme, leia apenas o último parágrafo e veja o trailer, ou vá por conta e risco e leia tudo e corra pro cinema para ver Controle Absoluto =D

 

Depois de ver Controle Absoluto, me vieram à cabeça o filme Eu, Robô e suas leis da robótica. Não posso falar muita coisa para não estragar o filme, mas isso ficou na minha cabeça. Ah ficou…

 

Controle Absoluto juntou novamente a o diretor DJ Caruso e Shia LaBeouf depois da parceria no thriller Paranóia. E mais uma vez o assunto é ser vigiado. Em Paranóia, jovem (LaBeouf) é condenado a prisão domiciliar e com isso começa a observar os vizinhos e tudo mais até que descobre um vizinho psicopata que passa a observá-lo de volta criando o suspense que percorre o resto do longa de 2007.

 

Nesse mesmo tempo de Big Brother (a.k.a. Reality Shows), chega aos cinemas Controle Absoluto. Dessa vez não é apenas uma pessoa que é observada, e sim todo mundo e todo lugar. DJ Caruso mostra como seria se sua operadora passasse a ouvir suas ligações e escutar você mesmo sem estar usando o celular/telefone ou qualquer outra bugiganga eletrônica que transmita sinal.

 

Depois da morte de seu irmão gêmeo, Jerry Shaw (LaBeouf) começa seu próprio Big Brother. Sua conta bancária, que estava zerada, recebe um crédito de 751 mil dólares e chegam alguns presentes em sua casa. Nessa hora de “isso não é meu!” ele recebe uma ligação mandando-o fugir dali que o FBI chegará em 30 segundos. Como não segue a ordem, ele é preso como terrorista. Não muito distante da casa de Shaw, Rachel (Michelle Monaghan) se despede de seu filhinho que vai fazer uma apresentação com sua banda. Logo depois quando está farreando com suas amigas, ela recebe uma ligação “Obedeça ou seu filho morre”. A partir daí tudo pode acontecer. Claro que não pode faltar um agente do FBI sempre no pé do pessoal, esse interpretado por Billy Bob Thornton que faz mais uma interpretação satisfatória para um agente que quer porque quer pegar o mocinho e esganá-lo até dizer a verdade.

 

Referências a outros filmes não faltaram, cenas de ação frenética (coitado do LaBeouf, depois da correria de Transformers, em todos os filmes que faz não pára de correr) e muitas tecnologias, resultam em um filme interessante com uma história que se sustenta mas que não é tão desconhecida. Para quem viu Eu, Robô, sabe que Isaac Asimov sempre temeu a vingança dos robôs a seus criadores e isso foi praticamente refilmado em Controle Absoluto. Mesmo isso não prejudicando (muito) o final do filme, foi capaz de segurar todos na cadeira durante suas quase duas horas.

 

Eu recomendo MUITO para quem gosta de um bom filme de ação e tecnologia. Para quem gosta de ação combinado com tecnologia é um prato feito.

 

D-War: Guerra de Dragões

top_dwar

 

Desde que saiu o primeiro trailer, eu vi que poderia ser um filme legal e pudesse assistir tranquilamente. Mero engano, jovem Padawan. D-War é mais um filme que você olha e olha mas vê aquilo tudo como uma jornada sem volta. O visual é belo e a história, sem sal. Não se deixe enganar pela imagem acima.

 

Tudo roda em volta de uma lenda antiga de dragões, poderes, tatuagem de dragão, espada de fogo maior estilo Power Ranger e muitos outros elementos que nem se encaixam e se perdem no meio de atuações estranhas que o diretor oriental não conseguiu dominar em sua própria história. Personagens perdidos em meio a monstros gigantes, que se arrastam e voam no meio da cidade abatendo helicópteros numa das cenas mais chatas, entediantes e barulhentas do filme. São longos minutos de balas, dragões berrando e explosões.

 

Dragões feitos em CG que nem dão a mínima impressão de realismo, tirando os closes nos olhos que tentam passar algum sentimento mas que ficam apenas como “Olhos de um Dragão. Desde o primeiro Jurassic Park há séculos atrás que não vejo mais répteis gigantes com tal visual perfeccionista de Spielberg que chega a assustar de tão lindo que chega a ser. Aquilo sim que era um filme de animais que eu gostaria de ver mais um vez assim que eu arranjar o dvd =D

 

Pensei que poderia comentar bem mais sobre D-War, já que tinha uma leve expectativa que seria até bom passar quase 90 minutos na frente da TV vendo mais um filme de gigantes destruindo tudo o que tocam. O visual é bonito, os dragões mal acabados, atores fracos, explosões muitas, balas que me fizeram perder a conta. Seguindo a trilha de outro filme oriental O Hospedeiro que foi, de longe, muito melhor em termos de visual do monstro (apesar de ter sido apenas um) e a história simples que beira a estupidez quando leva o termo “acidente químico” mais uma vez ao centro da causa dos eventos mas que é levada a sério, coisa que não podemos com D-War.

Anaconda 3

anaconda3

 

Bom, pra quem não se lembra da cobra gigante que corria atrás da Jennifer Lopez há mais de 10 anos atrás, Anaconda foi um dos filmes que eu vi quando pequeno e quando saía nas ruas ficava imaginando cobras gigantes saindo das árvores e me atacando e já me preparava pra correr até a morte. AHHHHHHH!

 

Há alguns anos, apareceu uma continuação mas que perdeu sua tal originalidade se voltando a anacondas digitais e que pareciam piscar na tela de tão curta suas aparições. Durante a sessão de Anaconda 2, parecia que estava numa sessão de filme de super herói. Quando o cara lá corta a cabeça fora de uma anaconda e o público se empolga batendo palmas e gritando absurdamente “Isso aí!” "e “uhuuuuuu!”. Eu fiquei ali só observando tal reação a uma simples cabeça decepada.

 

Agora mais um filme da cobrinha sai especialmente para TV, indo numa linha oposta de High School Musical que começou da TV e foi para o cinema. Olhando a página do trailer no youtube, vi que tinha usuário dizendo “looks more like a python movie” (parece mais um filme de Python). Para quem não sabe, Python é irmã da Anaconda. É outra cobra gigante totalmente digital que não é nem um pouco real e que mata suas vítimas com usando o rabo como faca e depois engole e PUF! Nem na barriga tanquinho dela a vítima aparece. E realmente é isso. E ainda melhor (ou seria pior), ele tem um ferrão-quase-de-abelha na cauda pra matar a galera!

 

Neste novo episódio da saga das cobrinhas gigantes a história é parecida com a do segundo filme. Não, nada de flores que crescem em apenas uma época do ano e em tal lugar na floresta da ilha que é depois do país que fica atrás das montanhas depois do bosque o_O Agora é um velho empresário à beira da morte que quer que cientistas loucos criem um soro para curar do Mal de Alzheimer e do Câncer. Ele manda um grupo de caçadores atrás da Anaconda e conseguem capturá-la. Depois de muitos testes e soro vai e soro vem, a cobra já está muito maior e, com a ajuda do velho, consegue escapar do laboratório e já começa fazendo vítimas e usando seu ferrão na rabo.

 

Muitas vítimas e muito sangue depois, temos os novos caçadores prontos para zarpar atrás da cobra. Opa! Ainda falta um. Ele está lá onde Judas perdeu as botas e demora a chegar. Para quem já pensa mais na frente, ele vai chegar com pose de herói minutos depois quando o pessoal estiver totalmente lascado. É nessa hora que descobrimos que a cobra em questão está grávida e pronta para dar a luz a mais bichanos e precisa de um lugar próximo a uma fonte de alimento, ou seja, corram para a cidade!

 

Muita baboseira, frases ridículas e atuações bizarras. Ouvi até dizer que Val Kilmer fez teste para o papel de herói mas escolheram o que está agora. Se tivesse feito esse filme teria caído muito no conceito de ator. A fotografia feita pelo próprio diretor (já para economizar money) não é das melhores assim como os efeitos especiais que dão vida à cobra e o sangue que jorra no melhor estilo A Hora do Pesadelo. E claro, tem o gancho para o Anaconda 4 que deve sair sabe lá quando e poderia nem sair que ninguém sentiria falta.

 

Invasores

theinvasion_21

O que faz de um filme do gênero "suspense" ser considerado um bom suspense?

Se for apenas o clima gerado pelo departamento de som juntamente com os ângulos de câmera e a iluminação da fotografia, Invasores chega a um ótimo suspense. Mas se incluir outro ponto nessa lista como roteiro, o mesmo filme passa a ser um lixo espacial, sem trocadilhos com a história do filme.

Durante quase todo o filme, seu clima sombrio tomou conta de mim. Um ambiente excelente que tem tudo pra ser um ótimo entretenimento se não fosse sua história ridiculamente bizarra com direto até vômito na cara de Nicole Kidman.. Essa com ótima atuação em seu papel de mãe desesperada a encontrar e assim resgatar o filho que foi seqüestrado pelo pai infectado.

Tudo começa como um dia normal até que algumas pessoas reclamam que outras estão diferentes. Logo depois todos já estão diferentes e perseguem nossos heróis que correm tanto que pensei estar revendo a cena de perseguição inicial de 007 Casino Royale.

Contudo, acho que é uma obra que não chega a ser prima nem digna de ir para o saco, ta ali perdida entre esses tipos. Eu até pensei em dar maiores detalhes, falar mais sobre esse filme mas, mesmo não sendo uma produção tão ruim, não merece tudo isso. Felizmente, Nicole Kidman e Daniel Craig ganharam crédito por suas participações em A Bússola de Ouro.

O Signo da Cidade

Recebi um email super simpático da Andréa Levy elogiando o blog e me contando sobre o filme O Signo da Cidade, no qual era trabalhou.

osignodacidade_poster

Eu desconhecia o filme e de ontem pra hoje acabei me aprofundando em seu universo que estréia dia 25 em São Paulo e em fevereiro aqui em Pernambuco. O filme conta a história de vários estranhos que vão se interligar para descobrir se suas vidas já estavam escritas ou se podem fazer suas próprias escolhas. O elenco está sensacional com Bruna Lombardi, Denise Fraga, Malvino Salvador, Juca de Oliveira, Eva Wilma e outros que fazem o universo de O Signo da Cidade ser mais um espetáculo à parte.

O filme vem sendo mostrado em festivais e já arrecadou vários prêmios como Melhor filme - Escolha do Público no FIC Brasília 2007 e Amazonas Film Festival - 4º Mundial do Filme de Aventura - Melhor filme - Escolha do Público.

O filme é o segundo longa-metragem da Pulsar, produtora de documentários, reportagens, programa de entrevistas e ainda tem o longa Stress, Orgasm and Salvation, filmado em Los Angeles e a ser lançado em 2008. Co-produção da Globo Filmes e Coração de Selva. A direção é de Carlos Alberto Riccelli e com roteiro de Bruna Lombardi.

Site oficial: http://www.osignodacidade.com.br/pt
Blog: http://osignodacidade.blogspot.com

Confiram o trailer logo abaixo.