Besouro

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Tudo bem que nada é o que parece, mas Besouro chega a ser bem mais que um simples filme sobre capoeira. Heim? Pois é isso mesmo. Besouro é a mais nova obra do cinema nacional com toques culturais do solo Brasileiro e visual bacana lembrando filmes da gringolândia.

No ano de 1924 no Recôncavo baiano, um jovem menino aprende capoeira com o mestre. A partir daí, ele cresce e se torna o protetor do mestre que já é um velhinho barbudo e caçado pelo coronel por causa da capoeira. Até que um dia, Besouro está treinando e se achando o tal e o velho mestre é morto pelos capangas do coronel e, antes de morrer de vez, o velho diz que é para Besouro continuar seu legado e foi por isso que o treinou. Tanto blá blá blá e um pouco de sono depois, Besouro é um filme sobre capoeira, racismo e “O Tigre e o Negão”.

Apesar dos pesares e das atuações lastimáveis, o filme surpreende pelos efeitos bem feitinhos e desgosta por inserir um triângulo amoroso meia-boca e só pra dar um tcham na história fraca de vingança que se desenrola de modo lento e enrolado. O filme passa seus minutos com boa fotografia, direção e alguns personagens legais como o capanga racista do coronel que manda várias pérolas sobre negros que arrancam risos dos espectadores. O Besouro que é bom, nada. Ao contrário do que parece, o Besouro do filme vira um mero coadjuvante pensador que passa o filme todo pensando (!) e fazendo caras e bocas.

Mesmo com tantos altos e baixos, o filme acaba sendo um prato cheio para os amantes da capoeira com cenas de luta (dança?) em várias rodas durante a exibição e o final deixa um gancho para um possível segundo filme. Será? El Besourinho. Eu até que gostaria. =D

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