Produzindo com Jerry

jerry Quem me dera ter todos os filmes/séries de Jerry Bruckheimer (em DVD, mas não ligaria se fosse no currículo). Depois do primeiro Piratas do Caribe e A Lenda do Tesouro Perdido, me tornei fã desde produtor que a cada produção me surpreende mais e mais. Suas séries para a TV como C.S.I. e suas derivações e Cold Case (Arquivo Morto) são provas que Jerome Leon Bruckheimer, esse americano nascido em Detroit, escolhe a dedo o que fazer. Com a estréia de A Lenda do Tesouro Perdido 2: O Livro dos Segredos dia 25 de Janeiro, vou falar aqui das produções dele que acompanhei a partir dos filmes que citei.

Recentemente, em 2007, tivemos o último (até então) Piratas do Caribe. Batizado de No Fim do Mundo, ele fechou a “trilogia” dos piratas quase que magnificamente se não fosse algumas pisadas na bola em alguns momentos do longa que, como os anteriores, tem mais de 2h30m de duração, consideravelmente longo para o filme sobre piratas mesmo que seja bom o bastante para não perder ritmo e manter o espectador ligado do início até o fim dos seus créditos (finais).

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Voltando mais um pouco, em 2006 tivemos o inteligente e odiado por alguns, Deja Vu. Dirigido de maneira rápida e angustiante por Tony Scott (irmão de Ridley Scott), nunca vi pouco mais de 2 horas passarem tão rapidamente. O fato de o governo ter criado uma máquina que pode ver 4 dias no passado de maneira contínua (isto é, não podemos retroceder ou avançar, é tudo em tempo real!) foi um assunto que souberam desenvolver muito bem e manter o curso que foi seguido até o final. Mais uma vez, neste podemos ver o dedo do Sr. Bruckheimer. Quem não lembra das explosões do filme? Não que ele faça apenas as explosões ou que seja um “produtor-explosivo” (!), mas muitos dos filmes que ele produz têm essa marca de grandes destruições (não, ele não produziu Transformers! Que pena). Ainda em nesse, tivemos outro Piratas do Caribe. Dessa vez foi chamado de O Baú da Morte (Dead Man’s Chest). Mais uma vez com mais de duas horas e agora sem mais preocupações de contar o passado dos personagens.

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O ano de 2005 foi tipo um tempo de férias para O PRODUTOR. Já em 2004 tivemos dois longas legais que merecem citações aqui. Primeiro foi a surpresa de A Lenda do Tesouro Perdido com Nicolas Cage. Foi aí que passei a ter uma certa consideração pelo ator mas ano passado perdeu isso pelo péssimo O Vidente. Mas voltando ao filme, o negócio de contar a história dos Maçons de modo bagunçado e lembrando C.S.I. me pegou desprevenido e meio de tantos filmes que estavam no cinema. É um ótimo entretenimento, mas nem tudo é perfeito. Outro, foi também mais uma versão da história dos caveleiros da távula redonda (mais conhecida como a história do Rei Arthur). Desta vez, Rei Arthur, tem Clive Owen, Ioan Gruffudd e Keira Knightley no elenco e direção de Antoine Fuqua (diretor de Dia de Treinamento).

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Agora em 2003, eis que surge Piratas do Caribe, o “ORIGINAL.” Trazendo de volta o gênero pirata e fazendo sua continuação levar mais de 1 bilhão de dólares em bilheteria. Com uma história leve e sem apelação conseguiu “fundos” suficientes para mais continuações. O Pérola Negra e sua maldição foram quase ofuscados pelo destaque de Johnny Depp como o Capitão Jack Sparrow.

E só para terminar (fugindo do meu objetivo nesta matéria) antes destes filmes, ele trabalhou com o diretor/produtor Michael Bay em Bad Boys (1995), Bad Boys II (2003), Pearl Harbor (2001), A Rocha (1996) e Armageddon (1998). Pena que essa parceria não rolou em Transformers. Ainda tem muitas produções que não citarei/citei, mas se ficarem curiosos, veja o IMDB de Jerry Bruckheimer para ver todos os projetos. E em 2007 tem Prince of Persia que promete ser outra franquia a repetir o sucesso dos piratas.

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