D-War: Guerra de Dragões

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Desde que saiu o primeiro trailer, eu vi que poderia ser um filme legal e pudesse assistir tranquilamente. Mero engano, jovem Padawan. D-War é mais um filme que você olha e olha mas vê aquilo tudo como uma jornada sem volta. O visual é belo e a história, sem sal. Não se deixe enganar pela imagem acima.

 

Tudo roda em volta de uma lenda antiga de dragões, poderes, tatuagem de dragão, espada de fogo maior estilo Power Ranger e muitos outros elementos que nem se encaixam e se perdem no meio de atuações estranhas que o diretor oriental não conseguiu dominar em sua própria história. Personagens perdidos em meio a monstros gigantes, que se arrastam e voam no meio da cidade abatendo helicópteros numa das cenas mais chatas, entediantes e barulhentas do filme. São longos minutos de balas, dragões berrando e explosões.

 

Dragões feitos em CG que nem dão a mínima impressão de realismo, tirando os closes nos olhos que tentam passar algum sentimento mas que ficam apenas como “Olhos de um Dragão. Desde o primeiro Jurassic Park há séculos atrás que não vejo mais répteis gigantes com tal visual perfeccionista de Spielberg que chega a assustar de tão lindo que chega a ser. Aquilo sim que era um filme de animais que eu gostaria de ver mais um vez assim que eu arranjar o dvd =D

 

Pensei que poderia comentar bem mais sobre D-War, já que tinha uma leve expectativa que seria até bom passar quase 90 minutos na frente da TV vendo mais um filme de gigantes destruindo tudo o que tocam. O visual é bonito, os dragões mal acabados, atores fracos, explosões muitas, balas que me fizeram perder a conta. Seguindo a trilha de outro filme oriental O Hospedeiro que foi, de longe, muito melhor em termos de visual do monstro (apesar de ter sido apenas um) e a história simples que beira a estupidez quando leva o termo “acidente químico” mais uma vez ao centro da causa dos eventos mas que é levada a sério, coisa que não podemos com D-War.